Cezar Tridapalli: O que é o “Ser Homem” na Contemporaneidade?

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Com essa pergunta se iniciou a palestra do escritor e professor Cezar Tridapalli, no dia 16 de abril de 2019 na Uniandrade, entre o agito diário da Roda Vida Contemporânea: saída de expediente de nossos colaboradores e chegada à aula de nossos alunos e professores.

Pontualmente, às 19:15h, uma plateia de ambos os sexos aceitaram o desafio a uma jornada de des-construção do gênero masculino, em nós, como seres humanos individualmente, e na sociedade contemporânea em coletivo.

Nosso ingresso ao desafiante convite teve início em Drummond: “na estranha história da família viajando através da carne” com direito à passagem pela vida familiar, como um simulacro da primeira sociedade na construção do Ser que somos hoje. A conversa começou com a reflexão sobre os seguintes questionamentos: “o que meus pais querem de mim? O que quero de mim? E o que o feminino quer de mim?”. Essa pergunta angustiante está na cabeça de muitos homens!

Como primeira parada, o escritor revisitou os estereótipos “seja Homem! Homem não chora! Ah, é virgem ainda, eu hein…”. Ser homem contemporâneo é bem mais do que ser o Macho, com “M” maiúsculo de antigamente. O Todo é bem mais que a soma de suas partes e ele, o homem, tem esse potencial de ir além pelo uso da palavra para significar os seus desejos instintivos, como nos esclarece Tridapalli num diálogo entre a Teoria Literária e a Psicanálise, sua proposta de Doutorado.

Mas afinal, a questão é intrigante: para você, o que é “Ser Homem” na Contemporaneidade? Ao chegar lá, ao final da palestra, descobrimos que o percurso que fizemos com o objetivo ao destino almejado, na tessitura em “confiança” – de fiarmos juntos ideias individuais em construção de mosaico coletivo – sempre foi o objetivo em nós e para nós, segundo Cezar Tridapalli.

Carla Ramos

  • Colaboradora e mestranda em Teoria da Literatura na Uniandrade e especialista em Psicologia Analítica e Marketing e Propaganda.

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