Métodos para estudos Faunísticos em Licenciamento Ambiental e Pesquisa
Inscrição: R$ 130,00 (à vista) Inscrição: 2x R$ 70,00 Data: Dia 09 de junho (Aula Teórica) - Local: Uniandrade (Campus Cidade Universitária) | de 22 até 24 de Junho (Trabalho de campo) - Local: Chácara da Nona (Miringuava, São José dos Pinhais – PR) Carga Horária: 50 horas/aula Público Alvo: Estudantes de Biologia, Biomedicina, Medicina Veterinária, Engenharia Florestal, Gestão Ambiental e áreas afins. Local: Uniandrade – Campus Cidade Universitária Número de Vagas: 30 (mínimo de inscritos: 10 vagas) Responsável pelo Curso: Prof. Daniela Cristina Imig Palestrante: Rodrigo Fernando Moro Rios

Informações sobre o Palestrante:

Rodrigo Fernando Moro Rios é biólogo, mestre e doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná, pós-doutor e pesquisador associado no Departamento de Antropologia na Universidade de Durham (Inglaterra). Desde a graduação desenvolve trabalhos de pesquisa com mamíferos silvestres, principalmente primatas e carnívoros, tendo atuado além da vida acadêmica como consultor ambiental. Já realizou estudos ambientais para diversas etapas do processo de licenciamento ambiental e também atuou em resgates faunísticos, acumulando experiência na Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado.

Objetivos do Curso

I- Objetivo Geral

Capacitar estudantes para a realização de estudos faunísticos no âmbito do processo de licenciamento ambiental ou pesquisa apresentando metodologias básicas para delineamento amostral, inventariamento, captura, soltura e marcação da fauna tetrapodas e macroinvertebrados terrestres.

II- Objetivos Específicos

  • Conhecer como funciona o processo de licenciamento ambiental e quais são os estudos ambientais relacionados a ele.
  • Compreender e aplicar métodos de campo para inventariamento, captura, manuseio e marcação de animais silvestres.
  • Elaborar lista das espécies dos grupos faunísticos silvetres para diferentes grupos de animais (herpetofauna, ornitofauna, mastofauna, artropodofauna e demais macroinvertebrados terrestres);
  • Compreender e elaborar um desenho amostral simples para um estudo faunístico dentro do processo de licenciamento ambiental.
  • Estimar a riqueza, abundância e diversidade dos grupos faunísticos (herpetofauna, ornitofauna, mastofauna, artropodofauna e demais macroinvertebrados terrestres);
  • Investigar a ocorrência de espécies raras, endêmicas ou ameaçadas de extinção;
  • Identificar os impactos antrópicos potenciais sobre a fauna estudada;
  • Elaborar estratégias para mitigação dos impactos potenciais identificados.

Programação

O que é licenciamento ambiental?
Legislação: Instrução Normativa IBAMA 146, de 11 de JANEIRO de 2007 (Regulariza as atividades de Levantamento, Monitoramento, Resgate, Afugentamento e Destinação de Fauna)?

  • Métodos de inventário e monitoramento faunístico;
  • Métodos de levantamento para mastofauna;
  • Inventário e monitoramento de mastofauna, uso de armadilhas fotográficas, apresentação dos principais modelos de armadilhas de captura viva, métodos de busca ativa , método indireto de identificação de espécies, utilização de redes de neblina e buscas em abrigos para estudos com quirópteros (morcegos).
  • Métodos de levantamento para avifauna (ornitofauna):
    transecção linear, listas de Mackinnon ou listas simples, pontos de escuta ou pontos fixos, utilização de redes de neblina para estudos com Avifauna – montagem, desmontagem, captura e marcação (triagem e anilhamento), uso de equipamentos (gravador de voz digital, microfone direcional, playback, binóculos, etc), focagem noturna (playback de aves noturnas), observação diurna de avifauna.
  • Métodos de Levantamento (Inventário) de Herpetofauna:
    procura limitada por tempo, encontros ocasionais de répteis e anfíbios, armadilhas (tipos), interpretação de vestígios, varredura em bromélias e sítios reprodutivos, busca ativa noturna.
  • Tomada de dados biométricos (triagem da fauna) com principais equipamentos;
  • Desenho amostral, índices ecológicos (riqueza, abundância, índice de diversidade) e testes estatísticos simples;
  • Monitoramento de fauna pré-soltura e pós-soltura(áreas de soltura e áreas controle);
  • Resgate e destinação de fauna;
  • Elaboração do relatório de diagnóstico de campo;

Programação Prática:

1 – Mastofauna:
1.1 – Uso de Armadilhas de captura viva (Apresentação dos principais modelos utilizados atualmente em trabalhos de campo e demonstração de instalação no campo);
1.2 – Armadilhas Fotográficas Digitais;
1.3 – Interpretação de vestígios, confecção de moldes de pegadas e rastros;
1.4 – Noções de condicionamento alimentar, focagem noturna e diurna;
1.5 – Utilização de rede de neblina para estudos com quirópteros (morcegos) – Montagem, desmontagem, abertura e fechamento.

2 – Avifauna:
2.1 – Interpretação de vestígios (pegadas, fezes, penas, ninhos, etc);
2.2 – Pontos de Escuta ou Ponto Fixo;
2.3 – Transectos (Linear e Irregular com distância ilimitada);
2.4 – Lista de Mackinnon ou Lista Simples;
2.5 – Noções do uso de equipamentos (Playback, binóculos, gravador digital, microfone direcional, caixa amplificadora de som, guias de campo, etc);
2.6 – Focagem noturna e diurna (Observação de Aves);
2.7 – Uso de Redes de Neblina (Simulação) – montagem, desmontagem, abertura e fechamento, diferença das redes usadas para estudos com morcegos;
– Noções sobre Biometria e Marcação (simulação) para estudos de Monitoramento e Resgate de Fauna.

3 – Herpetofauna:
3.1 – Busca ativa (Procura Limitada por tempo);
3.2 – Focagem noturna com Varredura em Bromélias e sítios reprodutivos;
3.3 – Biometria e Marcação (simulação).

O que levar?
Barraca, roupa de banho e cama, travesseiro, roupa escura ou camuflada, pendrive, lanterna, máquina fotográfica, capa de chuva, binóculo (caso seja possível), laptop (caso possível), protetor solar, repelente, caderno, lápis, apontador e caneta. Sugere-se que o aluno tenha recebido as vacinas para raiva, febre amarela e tétano.

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